Isso mesmo,mais um mito rompido,pela Moët & Chandon que lançou no mercado a champagne Ice Impérial ,feita com uma assemblagem que permite o uso do gelo no vinho!!! Assinado pelo mestre de cave Benoit Gouez, o mix de uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay do Ice Imperial conta ainda com notas florais, doces especiarias como o anis, frutas vermelhas, além de um toque de menta, que realça a refrescante experiência icy-taste.Um champagne unico e sem concorrentes ...vale a pena conhecer e Boa degustação!!!
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A grande confusão: Champagnes, Espumantes e Frisantes
Responda rápido: você sabe a diferença entre champagne, espumante e frisante? Então vamos lá...
CHAMPAGNE: é um vinho branco espumante produzido na região francesa de Champagne, daí a bebida levar este nome, e sua produção é feita basicamente das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier (para informações detalhadas, veja o post anterior). Todo champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um champagne.
ESPUMANTE: um vinho espumante com alta acidez, produzindo CO2 por dois métodos, o Champenoise (metodo tradicional) e o Charmat (cuba fechada), e sua escala de doçura se iguala a escala usada para os champagnes.
FRISANTE: é um vinho bem simples, tem um sabor mais adocicado (apesar de não ser uma regra), quase sempre gaseificado artificialmente com pressão de CO2 bem mais baixa do que o espumante. O custo de produção é baixo e costumam ser baratos. Um dos frisantes mais conhecidos é o Lambrusco, feito da uva lambrusco na região da Itália chamada Dell Emilia. Na Itália se produz alguns lambruscos de qualidade, porém não preciso contar que eles não chegam no Brasil. Sabe aquela famosa Sidra que você dá todos os anos ao seu porteiro? Sim, é um frisante, mas um fermentado popular feito de maçã e não de uvas e, para a surpresa de alguns desatentos, não é champagne nem em sonhos...
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OS MÉTODOS
MÉTODO CHAMPENOISE (método tradicional ou clássico): com certeza é considerado aquele com melhor resultado, ocorrendo duas fermentações durante o processo, sendo a segunda na garrafa (mais uma vez, consulte o post anterior sobre champagne, onde explicamos os detalhes deste processo).
MÉTODO CHARMAT (cuba fechada): após o acréscimo de licor de expedição, sofre uma segunda fermentação em tanques de aço e não em garrafas como no metódo champagne. Depois de resfriados, filtrados e transferidos sob pressão para uma segunda cuba, é adoçado com o licor de expedição e engarrafados. É uma forma mais simples e barata de produção de espumante. No Brasil, a casa Chandon usa o charmat com muito sucesso.
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OS MELHORES ESPUMANTES (não champagnes)
Praticamente toda região que produz vinho, produz espumantes. Na França, temos os vinhos de Mousseaux, os famosos Crémant (de Bourgogne, de Bordeaux e do Loire), e na Provence, o antecessor do champagne, Blanquette (de Limoux).
Na Alemanha e Áustria, os espumantes SEKT usam a uva Riesling, obtendo uma mineralidade esplêndida.
Na Itália, temos o espumante Franciacorta, que é produzido a partir das uvas Chardonnay e Pinot Blanc, com 15% de Pinot Noir. O rosé deve possuir mais de 15% de Pinot Noir. O Spumanti d’Asti é um vinho espumante produzido na comuna de Asti, no Piemonte. O espumante tem um sabor doce, único, que lembra damasco, almiscar e o suco da uva moscato.
Na Espanha, quem tiver a oportunidade de conhecer Barcelona, além de ver a beleza da cidade, o agito cultural e obras de Gaudi, não deve deixar de degustar o tesouro vinícula da Catalunha, o Cava. O tradicional espumante espanhol é um espumante cheio de história e tradição, e também elaborado pelo metodo do querido monge Dom Perignon, o champenoise.
E no novo mundo? A Austrália, além de ser surpreendente com seus vinhos, também garante uma seleção de espumantes interessantíssimos da terra dos cangurus, como por exemplo o Dominique Portet Yarra Valley, um Brut Rosé feito de Pinot Noir com Chardonnay que tem preço e qualidade. Como também o Chile, a Argentina e a California, produzindo bons espumantes nas grandes vinículas.
E o Brasil... tem surpreendido na arte de fabricar bons espumantes. Considerado o terceiro maior produtor de vinho da América do Sul, as regiões vinículas do país do futebol tem sua concentração de produção de vinhos no sul do país, mais precisamente na Serra Gaúcha devido ao seu clima, e tem se mostrado excelente na produção de espumantes... por exemplo: Cave Geisse, Bueno, Millesseme da Miolo, Estrelas do Brasil, Pizzato, Casa Valduga e Moscateis, que com certeza têm uma qualidade muito próxima ou até igual às das Astis italianas.
Recentemente li na Revista Menu de novembro de 2011 uma matéria sobre a Cave Geisse (para mim um dos melhores espumantes do Brasil), onde o título da matéria era "Garrafas com Historias", e a espumante está entre grandes nomes, podendo citar a seleção:
- Barca Velha - Douro, Portugal
- Cave Geisse Brut - Serra Gaucha, Pinto Bandeira, Brasil
- Chateau D'Yquem - Sauternes, França
- Grange - South Australia
- Henriques & Henriques Century Malmsey 1900 Soleira - Madeira, Portugal
- Chateau Haut-Brion - Boudeax, França
- Krug Clos Du Mesmil - Champagne, França
- Domaine de La Romanée Conti - Borgonha, Fança
- Sassicaia - Toscana, Italia
- Quinta do Noval Nacional - Douro, Portugal
Então com muito orgulho encerro este post, com borbulhas de estrelas brasileiras, que tem uma grande potência e promete surpreender com seus espumantes.
Boa Degustação!
Bebendo estrelas: o grande Champagne
“Venham rápido, irmãos, estou bebendo estrelas”.
Essa frase é atribuída ao monge beneditino francês Dom Pierre Pérignon, o monge que não criou o champagne e nem criou o método champenoise (como muita gente acredita), mas ele deu sim alguns dos maiores contributos para que o método viesse a se tornar anos depois naquilo que conhecemos hoje.
Essa frase é atribuída ao monge beneditino francês Dom Pierre Pérignon, o monge que não criou o champagne e nem criou o método champenoise (como muita gente acredita), mas ele deu sim alguns dos maiores contributos para que o método viesse a se tornar anos depois naquilo que conhecemos hoje.
De qualquer forma, só uma bebida poderia acompanhar uma frase incrível como esta, e por isso deixemos claro: champagne é champagne, o resto é espumante. Pois o grande champagne em sua maestria é a perfeição, e não aceita analogias de nenhuma forma.
O vinho das grandes coroações dos reis e de importância política e geográfica, é imponente e único. Nada se iguala ao champagne em sua mágica de acidez, refrescância e aromas... a bebida seduziu paladares e conquistou o mundo.
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FAMA & GLAMOUR
Em 1700, Luís XIV mostrou aos palácios a maravilha francesa. Na literatura, Voltaire se interessou e reforçou o champagne como "vinho das artes". Napoleão dizia merecer a bebida em suas vitórias ou para consolá-lo em seus fracassos. E ainda na fase de Napoleão, aos 27 anos surge Nicole-Barbe Clicquot-Ponsardin, que ficou conhecida como a "Viúva Clicquot", herdando a famosa vinícula. Sir Winston Churchill, grande apreciador, torcia o nariz se ouvisse pedidos de champagne de forma banal.
O champagne sempre foi rodeado de requinte. No cinema, um dos maiores apreciadores de champagne é James Bond, em especial uma boa garrafa de Bollinger, citado em quase todos os filmes:
No filme O Satânico Dr No, Sean Connery (na pele de Bond) pega uma garrafa de champagne como arma. Mas ao se lembrar que era um Don Pérignon, diz: "55, seria uma pena quebrá-la".
Mas nem só de 007 vive o champagne... você sabia que é obrigatório servir a bebida nos jantares oficiais de presidentes? Tudo isso para entender que o champagne é unico e seu processo é especial, fazendo dele uma das principais bebidas do mundo.
Tenho um especial prazer em escrever este post, já que é a minha bebida favorita e sou totalmente a favor de seu glamour, não há como negar...
Um dos pedidos que mais escutei de clientes durante a minha carreira como sommeliere foi: "Gostaria de pedir um champagne". Quando se mostra a carta, o cliente se assusta e diz: "Não... gostaria de um champagne desses baratinhos..."
Vamos cortar o mal pela raiz: não existem champagnes "baratinhos", assim como também não existe Papai Noel e nem o tal coelhinho que leva ovos de chocolate... sorry
Mas antes de continuarmos, uma pergunta rápida: qual a forma certa de dizer, seria "o" champagne ou "a" champagne? Ambos estão certos, depende do que se refere... "o" champagne (com minúscula) se refere à bebida, e "a" Champagne (com maiúscula) se refere à região da França onde a bebida é produzida.
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O PROCESSO
Vejamos então os processos dessa grande bebida e parar com a mania, desde já, de pedir champagne quando na verdade algumas pessoas querem lambrusco... :o)
Champagne é um vinho branco espumante produzido na região francesa de Champagne... por isso o espumante leva este nome. Sua produção é feita basicamente das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, e é uma AOC rigorosa (leia em relação ao AOC no post sobre denominações), seguindo uma legislação. Por isso, se uma bebida leva o nome de Champagne é porque se refere à região, não podendo nenhum outro espumante no mundo levar este nome.
O único método usado no processo da fabricação do champagne chama-se Champenoise: é um método de duas fermentações, onde a primeira ocorre como em todos os vinhos, vinificado em tanques. A segunda fermentação (e aí é que ocorre a mágica) acontece no momento de engarrafar o vinho. Aí é acrescentado um composto de fermentos, além de 24 g de açúcar por litro de vinho, assim a levedura fará a sua parte criando as bolhas de dióxido de carbono. As garrafas são colocadas com os gargalos para baixo, girando um quarto de volta durante o periodo mínimo de 1 ano para não safrados e 3 anos a mais para safradas.
Como se formam borras (aqueles sedimentos naturais no fundo da bebida), congela-se o gargalo a -25 graus, e assim a borra com leveduras é expulsa pelo gás sob pressão, e o que se perde neste processo é substiuído por uma mistura chamada "licor de dosagem". A União Européia declarou que a expressão “méthode champenoise” só pode ser utilizada para vinhos provenientes da região francesa de Champagne, aprovando o uso da expressão "méthode traditionnelle" para os vinhos produzidos pelo mesmo sistema em outras regiões geográficas.
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CLASSIFICAÇÃO DO CHAMPAGNE (conforme o teor de açúcar):
- EXTRA BRUT e BRUT INTÉGRAL: raros, não têm adição de licor
- BRUT: possui 1% de licor
- EXTRA-SEC: possui de 1% a 3% de licor
- DEMI-SEC: é levemente doce e possui de 3% a 5% de licor
- DOUX: champagne doce, indicado para sobremesa, possui entre 8% a 15% de licor
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BEST OF THE BEST
A busca pela perfeição dos produtores de champagne atinge seu ápice com os Cuvée de Prestige, de dégorgement tardio (resfriamento do gargalo para a retirada da borra, feito mais tarde propositalmente), como a linha "Dom Pérignon Oenothèque" ou a linha "Krug Collection". No caso da Dom Pérignon Oenothèque, por exemplo, o dégorgement tardio fez com que a safra de 1995 só fosse ao mercado em 2009. Todos estes vinhos são conhecidos também por "champagnes monumentais", devido à sua alta qualidade.
Agora deu para entender porque a bebida merece brindes e toda atenção? Espero que agora os brindes tenham a altura e beleza do grande espumante champagne.
Boa Degustação!
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